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Boa tarde, Brasil! Quarta-feira 21 / 11 / 2018

QUEEN B - RAPHAELA LAET
Transformando em colorido um mundo em preto e branco

Data da notícia: 2018-03-09 20:30:37

“Meu trabalho e amor não tem sexo ou gênero. Meu intuito é ser uma faísca e seu arco-íris diário nesse mundo maluco e preto e branco”

O cenário brasileiro de jogadores de “League of Legends” ou “Lol” – o game online mais jogado no mundo tem uma musa. Raphaela Laet, 23 anos, conhecida como a Queen B, é streamer da plataforma Twitch e gamer profissional. Suas partidas transmitidas ao vivo para o mundo, reúne milhares de jogadores. Raphaela abriu seu coração e contou pra gente suas dores mais íntimas que a transformaram na mulher forte que ela é hoje, falou sobre bullyng, preconceito, suas descobertas e sua cirurgia de mudança de sexo. Até se transformar em uma mulher forte e de cabeça erguida, Raphaela que também é gamer profissional, taróloga e estuda terapia holística, encarou uma vida cheia de obstáculos, medos e conflitos. Ouvindo agressões verbais e xingamentos, ela passou muito tempo dentro de uma bolha tentando se proteger de quem ainda não conseguia lidar com a sua transformação.

O início de tudo
Rapha contou sobre as duras barreiras que precisou atravessar ainda na adolescência. “Comecei a minha transição bem cedo. Passei por uma adolescência muito conturbada e sofrida. Tive bulimia, transtornos psicológicos e depois passei pela obesidade, chegando a pesar quase 110 kg. Minha vida começou a melhorar só depois dos meus 19 anos que foi quando comecei a fazer algumas plásticas e a me transformar naquilo que sempre projetei na minha cabeça do que eu queria ser. Passei por muita rejeição e isso doía muito. Perdi amizades e fui muito objetificada. Por muito tempo tive medo de me relacionar com as pessoas. Fiquei numa casca durante anos e até hoje em dia tenho medo das pessoas por ter vivido uma fase onde todos a minha volta me olhavam com nojo ou desprezo enquanto eu não era socialmente aceitável. É muito complicado o início da transexualidade. Eu achava na adolescência que era normal as pessoas serem más comigo. Infelizmente você se acostuma com migalhas. Foi aí que eu comecei a perceber que eu era importante, que eu não era anormal e que ninguém tinha o direito de me tratar mal”, lembrou Raphaela dos momentos difíceis que enfrentou.

A cirurgia de mudança de sexo
A gamer contou que durante muito tempo adiou a sua cirurgia por medo, mas, que em 2014, um fato constrangedor que aconteceu com ela marcou a sua vida e a fez tomar a decisão crucial que faltava. A cirurgia de redesignação sexual é o procedimento cirúrgico pelo qual as características sexuais/genitais de nascença de um indivíduo são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero que ele se reconhece. Em 2015, Raphaela realizou meses de processo pós-operatório, tirou todas as suas dúvidas e, em fevereiro de 2016, realizou a cirurgia. “Essa cirurgia é realizada por muitos médicos, porém, cada médico tem a sua técnica e estudo para construir o órgão sexual feminino em cima de um órgão sexual masculino. O pós-cirurgico é muito delicado e desconfortável. Fiquei 10 dias no hospital, deitada, sem se mexer, sem levantar e fazendo uma dieta líquida. Após o décimo dia, eu tirei os pontos e comecei a me redescobrir. Sentir que eu era a mulher que sou me emocionou demais, chorei muito”, lembrou Rapha.

Sendo mulher em um mundo cheio de preconceitos
Ainda nos dias de hoje, Raphaela continua sendo alvo de ataques e provocações, muitas vezes em seus vídeos e fotos e, mesmo quando ela é atacada, ela sempre busca fazer uma piada ou tenta não carregar isso pra sua vida. “Hoje em dia, dificilmente me importo com as pessoas me encarando. Sou muito segura com a minha feminilidade e a cirurgia me deu o corpo que eu sempre quis ter e agora eu me sinto uma mulher de verdade. Apesar de ainda sofrer muita rejeição, tenho muitas pessoas queridas que me admiram, me acompanham e elogiam meus trabalhos e isso me deixa muito feliz e me faz crer que estou no caminho certo. Acredito que é muito importante para o público LGBT ter uma mulher trans em uma posição de destaque porque, infelizmente, essa comunidade é muito marginalizada. Eu espero que isso mostre para todas as meninas, sejam elas cisgênero ou transgênero, que elas podem correr atrás dos seus sonhos e também superarem o machismo em qualquer área profissional, assim como qualquer barreira emocional, psicológica ou física. Precisamos equilibrar nossa cabeça e nossa mente, além de pedir proteção todos os dias, e isso é o mais importante de tudo”, finalizou a rainha dos games que acompanha diariamente as suas redes sociais e retribui com mensagens positivas todo o carinho que recebe dos seus seguidores e fãs.

Matéria por Mary Camata/ Fotos por Carolina Sakuma e Matheus Pinheiro

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