DISCRIMINAÇÃO
Em Fórum no México, ONU pede fim de leis e medidas que discriminam mulheres

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O mundo, dominado por homens, precisa incluir mulheres em processos de decisão; segundo ele, a desigualdade de gênero é uma questão de poder. A declaração é do secretário-geral da ONU, António Guterres, que falou na abertura do Fórum Geração Igualdade, nesta segunda-feira, na Cidade do México. Para ele, as Nações Unidas afirmam que os avanços dos direitos das mulheres no mundo têm ocorrido num ritmo lento demais. Mais de 26 anos após a histórica Conferência de Pequim, que aprovou a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, mulheres e meninas continuam enfrentando barreiras à igualdade de gênero em todo o globo.

O evento, realizado de forma virtual e presencial, reuniu representantes dos países, da sociedade civil e do setor privado, para pedir ações concretas de autonomia das mulheres. O Fórum é co-organizado por México e França.

Guterres afirmou que as mulheres continuam agindo para vencer as instituições patriarcais e as normas sociais profundamente arraigadas, e obtiveram várias conquistas, mas o mundo permanece sendo dominado por homens.

Ela acredita que a igualdade de gênero é essencialmente uma questão de poder, mantido pelos homens. O secretário-geral alertou que as leis discriminatórias estão de volta e a violência a mulheres está aumentando.

No último ano, os efeitos arrasadores da pandemia na vida de milhões de mulheres e meninas foram lamentados pelo secretário-geral. Para ele, à medida que o mundo se recupera da crise global de saúde, será preciso focar em cinco etapas críticas.

A primeira é proteger os direitos iguais das mulheres e revogar leis discriminatórias, como por exemplo a de que mulheres não podem herdar terras e propriedades, em algumas partes do mundo.

Em segundo: garantir uma representação igual desde os conselhos de administração das empresas aos Parlamentos, se necessário pelo sistema de cotas.

Como terceira ação, o chefe da ONU sugere a promoção da inclusão econômica das mulheres por meio de remuneração igual, proteção no emprego, crédito direcionado e investimentos na economia de cuidados e proteção social.

Em quarto lugar, ele diz que é preciso criar planos de resposta de emergência para lidar com a violência contra mulheres e meninas.

E por último, dar espaço à transição intergeracional em curso e aos jovens que defendem um mundo mais justo e igualitário.

António Guterres finalizou falando sobre a expectativa para a segunda parte do Fórum, marcada para 30 de junho, em Paris, quando serão revistos os compromissos e investimentos mais ambiciosos para se chegar à meta da igualdade de gênero em todo o mundo.



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